sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Our love


"Our love", Doctor Gif

Samurai of greed


"Samurai", Doctor Gif

I am looking for money


"I am looking", Doctor Gif

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O arco planetário da mentira

"Next!", Doctor Gif

América, Europa, Extremo Oriente. Bernard Madoff nos EUA, Oliveira e Costa em Portugal, Kazutsugi Nami no Japão. Todos eles prometeram muito dinheiro com dinheiro alheio e tudo perderam em proveito próprio e de alguns amigos de ocasião. A lei permitiu, em linha com a vontade dos legisladores e dos grupos de pressão; os supervisores respeitaram as regras instituídas, como sempre o fizeram.
Três casos que mostram que nada é para sempre. Muito menos um crescimento fabricado e financiado a crédito (inventado).
As ilustrações - uma série de 5 a partir de Kami, o vendedor de camas e colchões - são de Doctor Gif. Bem-vindo, sôtor.

Fato da semana

"A ponte para o seu futuro", diz o site da Agape World

E agora Nick Cosmo, o mini-madoff de Long Island, NY. Este senhor, dono da Agape World, uma empresa que angaria dinheiro, financia projectos e promete altos retornos em negócios imobiliários sombrios, foi preso esta semana por (alegadamente, sempre alegadamente) liderar um esquema de fraude piramidal parecido com o do impoluto Madoff. Parece que Cosmo roubou 370 milhões de dólares a 1.500 pessoas. Que usava o dinheiro alheio para preencher os pequenos vazios da sua vida de trabalho e esforço: fatos caros e acetinados, barcos, limusines, hotéis de luxo.
Um dos queixosos disse à Reuters que teve a certeza de que a Agape e o impecável senhor Cosmo (que "usava fato") eram uma fraude quando foi lá ao escritório tentar ver a papelada e reaver algum do seu património. Encontrou um mundo de cristianos ronaldos: corretores vestidos de jeans, que usavam bonés ao contrário e brincos reluzentes. E o sonso do patrão de fato.

Desenterrando o Ariberto


Aribert Heim, de cognome Doutor Morte, um dos criminosos nazis mais procurados em todo o mundo, morreu há 16 anos, revela uma investigação da televisão alemã ZDF e do jornal The New York Times.
No cumprimento da sua missão e no exercício da sua medicina, Aribert matou centenas de pessoas com retoques e perfurações de sadismo e malvadez.
Anos mais tarde a Alemanha perdeu a guerra, mas o clínico conseguiu fugir para parte incerta. Pensava-se que estava na América Latina, mas afinal escondeu-se na África Oriental. No Egipto, mais concretamente.
Foi aí que mudou de nome e se converteu ao Islão. Anos mais tarde morreu de cancro no recto, mas isto foi há tanto tempo que ninguém sabe onde estão os ossos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

F for Fraud


"Bernie, põe mais protector."

O senhor que ficou responsável pela recuperação de activos (ou lá o que são) da fraude sem fundo que esse grande guru da alta finança mundial, Bernie Madoff, cavou nas traseiras do seu quintal em Palm Beach, recuperou, até agora, 2% das perdas. 2% dá 950 milhões de dólares. Bom, pelo menos já safa as despesas com advogados e consultoras. Junto com os clientes defraudados, o liquidatário consegue assim dar mais um passo importante no árduo caminho da justiça e da verdade.

Who gives a fuck about an oxford comma?



"Têm o segundo melhor disco do ano", diz o Manel. Têm. E um dos melhores vídeos também, muito inspirado em Godard. Um só take, uma grande canção, uma quinta catita abandonada (com vaquinhas e tudo), a banda e um bando de miúdos a correr pelo campo fora.
O álbum homónimo dos Vampire Weekend tem todas a vírgulas no lugar certo.
Quem tiver QuickTime e afins pode abrir http://stream.qtv.apple.com/qtv/bbanquet/rtsp/xlrecordings/vampireweekend/vw_oxcomma828_ref.mov e ver em alta definição.

Ir desta para melhor


Fica aqui o Gone For Good, dos The Shins, em versão 'take-away' para 4 guitarras e tarola. Ou 'à emporter', como dizem, e muito bem, os franceses. Ver mais em Les Concerts à emporter, uma das secções do estimulante magazine multimédia/weblog La Blogothèque. Sobre música e objectos proximamente relacionados.

Gestão ruinosa e criminosa, o verdadeiro problema da Infineon-Qimonda


"Tadinho do crocodilo"; Fonte: Financial Times Deutschland

"O procurador-geral da República do Estado da Baviera, em Munique, abriu em 2005 um inquérito criminal ao grupo Infineon, principal accionista da Qimonda, por suspeitas dos crimes de suborno, abuso de confiança e fuga fiscal. Entre os suspeitos está Andreas von Zitzewitz (na foto), na altura presidente da divisão de semicondutores da holding que um ano depois deu lugar à Qimonda, e que se demitiu em Julho de 2005 na sequência do escândalo", escreve o Correio da Manhã. Aqui.

sábado, 31 de janeiro de 2009

"Campanha negra"

Sim, um pântano

The city of Freeport emerged from a land grant comprising 50,000 acres of swamp and scrub to become a cosmopolitan center, promoting both good business and the good life.

Até 2015


Freeport is a 230-mile free trade zone established by the government of the Bahamas in 1955. It is now a bustling commercial center just a 35-minute plane ride from Southern Florida. Its harbor is the nearest offshore port to the United States. Freeport is well suited for global trade, being the intersection of Europe, North and South America and Panama Canal routes. Businesses at the Freeport pay no taxes on profits, income, capital gains, inheritance, gifts, distribution, and import and export of goods. Taxes and import duties on real estate have been waived until 2015.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

you've got to go straight ahead



Recordando o melhor de 2008. The Kills - Tape Song (album: Midnight Boom)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Para miúdos e graúdos


Trabalhar muito, dar o melhor e marcar golos



Pela lei e pela grei


Perder o músculo


Diz que a economia da Califórnia, o Estado mais rico dos EUA, é também a oitava maior do mundo. Com uma área equivalente à de Itália e uma população superior a 36 milhões de pessoas, a Califórnia tem sido palco e plateau de muitos delírios, semente de muitos imaginários bonitos e terra de muitas oportunidades e riquezas. A Califórnia está hoje à beira da bancarrota, vítima do esvaziamento do seu maior músculo: o imobiliário. Segundo consta, a partir da próxima semana, o grande Estado do Oeste não terá dinheiro para pagar algumas das suas obrigações correntes. Bolsas de estudo, por exemplo. A solução já não passará por mais ginásios e mansões à beira-mar. O ex-bárbaro Arnold Schwarzenegger, hoje ordeiro cidadão americano e Governador da Califórnia, propôs uma medida bem menos glamorosa: um aumento temporário do IVA para as contas públicas ganharem alguma massa muscular.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Prémio "Freeport nunca mais"

"An airport customs officer in Liberia has been honoured by the West African country's president for refusing a bribe from a drug trafficker. Richard Karyea was offered $20,000 (£14,000) to look the other way by a Nigerian smuggler trying to bring cocaine in to Liberia two years ago. The sum was more than 1,300 times his $15 (£10) monthly salary but he refused and handed the man over to the police. He was named Civil Servant of the Year 2008 and given a $1,000 (£700) prize", escreve a BBC online. A notícia completa aqui.

Fixem esta palavra: "relatório da OCDE"

Afinal o relatório elogioso da OCDE sobre educação não era bem da OCDE. Era sim um estudo encomendado pelo Ministério da Educação português a um grupo de peritos (alguns consultores da OCDE, que seguem as metodologias da instituição) e com prefácio assinado por uma chefe de divisão da Direcção para a Educação da... OCDE. Vai daí foi um passo até José Sócrates vender a matéria dada como sendo da própria OCDE quando o coitado do estudo nunca foi tal coisa. Não o terá dito explicitamente, mas deixou larga margem para que a interpretação abusiva acontecesse. E aconteceu. A começar pelo próprio PS que colocou uma remissão no seu site titulada "Relatório da OCDE elogia política de Educação do Governo PS". Horas mais tarde corrigiu para "José Sócrates elogia resistência da ministra da Educação". Ok. Paulo Rangel, o líder da bancada parlamentar do PSD, topou o... vá lá... lapso. E mal teve oportunidade (hoje era o debate quinzenal com o PM no Parlamento) desferiu o golpe de misericórdia: «O que o senhor primeiro-ministro e os assessores do Governo fizeram só tem UMA palavra: faltaram à verdade aos portugueses». Palavras para quê?